Não é Ficção

Uma mulher de 89 anos foi declarada morta antes da descolagem

Mas os passageiros dizem que já estava morta ao embarcar

Aeroporto de Málaga, sexta-feira no dia 22 de dezembro de 2025. Uma mulher britânica de 89 anos chega à porta de embarque do voo easyJet EZY807, marcado para as 11:15 com destino a Londres Gatwick. Está acompanhada por dois familiares, que a empurram numa cadeira de rodas ao longo da fila de embarque. À primeira vista, nada parece fora do normal. Mas, à medida que a fila avança, os olhares começam a fixar-se nela.

“Era uma senhora frágil… encolhida, dobrada sobre si própria.” Foi assim que os passageiros a descreveram, quase em sussurros. Há um detalhe que se repete nos relatos: a cabeça cai e o corpo não reage, sem qualquer movimento voluntário.

À medida que a fila avança, começam a ouvir-se sussurros entre passageiros que não se conhecem. Há algo errado, mas ninguém consegue definir com precisão o quê. Mais tarde, a companhia aérea afirmará publicamente que tudo estava em conformidade: havia um certificado “fit to fly” (apta para voar).

Depois da porta de embarque, começa o fluxo habitual, com os passageiros a entrarem pela manga do avião. Ela segue nesse movimento, na cadeira de rodas, empurrada e acompanhada pelos familiares. A distância é agora mínima, e as pessoas veem-na passar a poucos centímetros.

Já dentro do avião, alguns passageiros estão sentados quando ela entra e, entre sussurros abafados ouve-se de forma clara: “Oh meu Deus, ela parece morta”. A resposta, dos familiares, é rápida:

  • Está tudo bem, ela está só cansada

De seguida, acrescentaram, como forma de tranquilizar:

  • Está tudo bem, nós somos médicos!

O embarque prosseguiu. Mais pessoas entram, mais olhares.

E depois, outra vaga de comentários. Alguns passageiros reparam num detalhe que não conseguem ignorar: alguém segura-lhe a cabeça, para que não caia para o lado. Os dois familiares colocam a senhora de 89 anos num lugar na parte de trás do avião. Ela continua imóvel. Sem reação. O corpo inclinado e “slumped”, caído sobre si próprio, enquanto a cabeça volta a tombar.

Há um comentário que expressa o sentimento comum, “Qualquer pessoa com olhos via que ela não estava em condições de voar.” Embarque completo, 11:15, a porta é fechada. O avião começa a mover-se lentamente, afastando-se da manga. O som dos motores aumenta, ainda contido. Enquanto taxiava em direção à pista, e lá atrás a mulher mantém-se exatamente na mesma posição: corpo inclinado, sem qualquer reação visível. Alguns passageiros voltam a olhar. Não é curiosidade, é a sensação de que algo não está certo.

Durante a manobra de saída, um passageiro ouve os familiares comentarem em tom baixo: “pode haver um problema”. De seguida, tentam dar-lhe água, e chamam por ela. Sem resposta, acabaram por chamar os assistentes de bordo. Eles aproximam-se do lugar, observam com atenção e trocam algumas palavras entre si em voz baixa, demorando-se ali mais tempo do que seria normal. Pouco depois, o avião abranda e muda de direção, e inicia o regresso ao terminal. O comandante faz um anúncio, informa que foi solicitada uma emergência médica a bordo. Sem dar mais detalhes.

A reação entre os passageiros é imediata, “Bom, nós sabemos porquê”. O avião já está parado junto ao terminal. A porta abre-se e entram a bordo uma equipa médica do aeroporto.

Os minutos passam, até que a informação começa a circular — primeiro em sussurros, depois com mais clareza. A mulher foi declarada morta. Uma passageira sentada muito perto da vítima partilha mais tarde: “Nenhum dos familiares parecia perturbado ou em pânico, não estavam a chorar nem em choque — estavam completamente calmos e a falar com os paramédicos.”

Outra passageira acrescenta: “Não mostraram uma única ponta de emoção. Pareciam estar a tentar fazer com que tudo parecesse normal.”

E é nesse momento que a história se divide. Por um lado, a versão oficial da companhia aérea: “A passageira faleceu infelizmente após o embarque”. Por outro lado, vários passageiros dizem o contrário: “Ela já estava morta”. Outros reforçam: “Qualquer pessoa com olhos via que ela não estava em condições de voar.”

No entanto, um passageiro sentado praticamente ao lado — separado apenas pelo corredor — descreve algo diferente. Diz que a viu respirar, que parecia muito debilitada, mas viva.

Os passageiros saíram do avião e tiveram de esperar doze horas. Só pelas 22:30 é que voltaram a embarcar. Nas muitas horas de espera os passageiros perguntavam-se: “Como é que a deixaram entrar naquele avião?”

Nunca ficou totalmente claro o momento exato da morte. A mulher britânica de 89 anos será que morreu antes de entrar no avião ou já a bordo, momentos antes da descolagem?

Pouco depois, a internet reage

E, como sempre, a reação não é uma só. No Reddit, os comentários surgem quase imediatamente:

“Não incomodem a minha avó, ela está morta de cansaço.”

“Talvez tenha morrido na sala de embarque e pensaram ‘que se lixe, vamos de férias na mesma.”

“Para ser justo, provavelmente estavam a tentar levá-la para casa com o bilhete original.”

“Paguei 5 lugares, vou usar 5 lugares.”

“Não se ouve falar quando resulta, porque ‘Fim de Semana com o Morto’ é um filme, não a vida real.”

“Era isto que ela teria querido.”

“Ela teve de passar pelo scanner da segurança num tabuleiro?”

Um facto curioso

O transporte internacional de corpos não é simples. Entre países, implica certificados de óbito, autorizações sanitárias e, em muitos casos, embalsamamento obrigatório. É feito em caixões específicos e, na maioria das situações, em voos de carga.

Segundo fontes do setor funerário no Reino Unido, o custo pode variar entre 3.000 e 6.000 libras.